O Oleiro

Pequena história da vida do Oleiro

O Sr.  Manuel já trabalha como oleiro desde os seus 8 anos.  Aprendeu essa profissão com seus pais e já os seus bisavós eram oleiros.

Aos 18 anos, foi obrigado a deixar esta profissão pois com o aparecimento dos plásticos as pessoas já não compravam tantas peças de barro.  Foi forçado a ir para Lisboa com a sua família, já que, por aqui não ganhavam o suficiente para o seu sustento.

Mesmo longe da sua oficina, tinha desejo de trabalhar o barro.  Sempre que passava nas ruas de Lisboa, tentava ver se encontrava um local onde ele fosse trabalhado.

Finalmente, um dia encontrou a dita oficina.  Na montra estavam várias peças de barro.  A curiosidade e a ansiedade levaram-no até lá dentro e deram-lhe coragem para pedir para fazer uma peça de barro.

Os dois senhores que estavam na oficina quando ouviram tal coisa acharam que o Sr.  Manuel estava a brincar (gozar). Então, riram-se dele, deram-lhe uma oportunidade e entregaram-lhe um avental.

“Só pela maneira como colocou o avental, já vimos que percebe de olaria” –  exclamaram os dois homens.

Então, o Sr.  Manuel sentou-se e começou a trabalhar o barro e dali saiu uma peça elaborada apenas pela sua imaginação. Eles, encantados, contrataram- no logo como empregado.

Mais tarde voltou à sua terra, à sua oficina e continuou a trabalhar na olaria até aos dias de hoje.

Descrição da oficina do Oleiro 

A oficina do Sr.  Manuel é pequena, mas tem o espaço necessário para ele produzir as suas peças de barro, contando às vezes com o apoio da sua esposa.

Esta oficina tem todos os materiais que o oleiro necessita para o seu trabalho: duas rodas de oleiro, três estantes onde são depositadas as peças depois de saírem da roda, um forno para cozer as peças e ainda uma fieira para moer o barro.

 

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